domingo, 23 de outubro de 2011

União dos Palmares

Aspectos Gerais - Cidade pólo da região da zona da mata alagoana, União dos Palmares é banhado pelo Rio Mundaú.
Localizado a cerca de 80 quilômetros da capital, Maceió, União dos Palmares faz parte da microrregião Serrana dos Quilombos, e faz limites com Santana do Mundaú, São José da Laje, Ibateguara, Branquinha e Joaquim Gomes.
Com uma população estimada em 62.727 (2009) e um território de aproximadamente 427 km², União é considerada uma das principais cidades de Alagoas, e é conhecida por ser "A Terra da Liberdade", já que foi nela, mais precisamente na Serra da Barriga, onde foi dado o primeiro grito de liberdade, por Zumbi dos Palmares.
Cidade rica em história e banhada pelo lendário rio Mundaú, foi nela que nasceu o poeta Jorge de Lima.
(site da prefeitura)
Historia de União dos Palmares
União dos Palmares é considerada uma das mais antigas cidades de Alagoas. Os primeiros indícios de presença humana datam de finais do Século XVI, quando os negros fugitivos dos engenhos de açúcar dos atuais estados de Alagoas e Pernambuco chegaram à Serra da Barriga, onde instalaram a sede do Quilombo dos Palmares.


O Quilombo dos Palmares foi a primeira tentativa de vida livre promovida pelos trabalhadores africanos nas Américas, surgindo por volta de 1580, durando até 1695, ano em que foi morto Zumbi, seu principal líder, pelas forças comandadas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.


Tinha uma extensão média de 200 km², englobando terras da zona da mata dos atuais Pernambuco e Alagoas. Inicialmente, quando sede do Quilombo, a localidade chamava-se Cerca Real dos Macacos, provavelmente em referência ao Riacho dos Macacos.
Por volta de 1730, o português Domingos de Pino chegou à região, onde construiu uma capela dedicada a Santa Maria Madalena. Daí, o primeiro nome oficial do lugar: Maria Madalena.

Já no Império, quando da visita da Imperatriz Leopoldina, mudou-se o nome para Vila Nova da Imperatriz, em 1831, quando a vila ganha autonomia administrativa, após desmembrar-se do município de Atalaia. Assim chamou-se até meados do Século XIX.
Em 1889, recebe através de Decreto de Lei a condição de cidade e passa a chamar-se União pelo decreto de 25 de setembro de 1890. Essa mudança de nome se deve à união ferroviária entre Alagoas e Pernambuco.
Contudo, o nome definitivo da cidade só veio a ser dado em 1944, quando houve o acréscimo de Palmares ao nome da cidade, em homenagem ao Quilombo dos Palmares.
(www.uniaodospalmaresal.com.br)

Destruição após enchente

Foto-google-Eduardo historiador)

O pé de jaqueira

Foto-google(jornalweb)

O que são Quilombolas


Local isolado, formado por escravos negros fugidos... Esta talvez seja a primeira idéia que vem à mente quando se pensa em quilombo. Se pedirem um exemplo, o Quilombo de Palmares, com seu herói Zumbi será certamente a referência mais imediata. Essa noção remete-nos a um passado remoto de nossa História, ligado exclusivamente ao período no qual houve escravidão no País. Quilombo seria, pois, uma forma de se rebelar contra esse sistema, seria onde os negros iriam se esconder e se isolar do restante da população.Consagrada pela “História oficial”, essa visão ainda permanece arraigada no senso comum. Por isso o espanto quando se fala sobre comunidades quilombolas presentes e atuantes nos dias de hoje, passados mais de cem anos do fim do sistema escravocrata.
Foi principalmente com a Constituição Federal de 1988 que a questão quilombola entrou na agenda das políticas públicas. Fruto da mobilização do movimento negro, o Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) diz que:

“Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos.”

A concretização desse direito suscitou logo de início um acalorado debate sobre o conceito de quilombo e de remanescente de quilombo. Trabalhar com uma conceituação adequada fazia-se fundamental, já que era isso o que definiria quem teria ou não o direito à propriedade da terra.No texto constitucional, utiliza-se o termo “remanescente de quilombo”, que remete à noção de resíduo, de algo que já se foi e do qual sobraram apenas algumas lembranças. Esse termo não corresponde à maneira que os próprios grupos utilizavam para se autodenominar nem tampouco ao conceito empregado pela antropologia e pela História. A Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na tentativa de orientar e auxiliar a aplicação do Artigo 68 do ADCT divulgou, em 1994, um documento elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre Comunidades Negras Rurais em que se define o termo “remanescente de quilombo”: “Contemporaneamente, portanto, o termo não se refere a resíduos ou resquícios arqueológicos de ocupação temporal ou de comprovação biológica. Também não se trata de grupos isolados ou de uma população estritamente homogênea. Da mesma forma nem sempre foram constituídos a partir de movimentos insurrecionais ou rebelados, mas, sobretudo, consistem em grupos que desenvolveram práticas de resistência na manutenção e reprodução de seus modos de vida característicos num determinado lugar.”

Deste modo, comunidades remanescentes de quilombo são grupos sociais cuja identidade étnica os distingue do restante da sociedade.
É importante deixar claro que, quando se fala em identidade étnica, trata-se de um processo de auto-identificação bastante dinâmico, e que não se reduz a elementos materiais ou traços biológicos distintivos, como cor da pele, por exemplo.
A identidade étnica de um grupo é a base para sua forma de organização, de sua relação com os demais grupos e de sua ação política. A maneira pela qual os grupos sociais definem a própria identidade é resultado de uma confluência de fatores, escolhidos por eles mesmos: de uma ancestralidade comum, formas de organização política e social a elementos lingüísticos e religiosos.
Esta discussão fundamentou-se também nos novos estudos históricos que reviram o período escravocrata brasileiro, constatando que os quilombos existentes nessa época não eram frutos apenas de negros rebeldes fugidos. Eram inúmeros e não necessariamente se encontravam isolados e distantes de grandes centros urbanos ou de fazendas. Esses estudos mostraram que as comunidades de quilombo se constituíram a partir de uma grande diversidade de processos, que incluem as fugas com ocupação de terras livres e geralmente isoladas, mas também as heranças, doações, recebimentos de terras como pagamento de serviços prestados ao Estado, simples permanência nas terras que ocupavam e cultivavam no interior de grandes propriedades, bem como a compra de terras, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após sua abolição.
O que caracterizava o quilombo, portanto, não era o isolamento e a fuga e sim a resistência e a autonomia. O que define o quilombo é o movimento de transição da condição de escravo para a de camponês livre.
Tudo isso demonstra que a classificação de comunidade como quilombola não se baseia em provas de um passado de rebelião e isolamento, mas depende antes de tudo de como aquele grupo se compreende, se define.Atualmente, a legislação brasileira já adota este conceito de comunidade quilombola e reconhece que a determinação da condição quilombola advém da auto-identificação.Este reconhecimento foi fruto de uma luta árdua dos quilombolas e seus aliados que se opuseram às várias tentativas do Estado de se atribuir a competência para definir quais comunidades seriam quilombolas ou não. O auto-reconhecimento garantido no Estado do Pará desde 1999 (Decreto nº 3.572, de 22 de julho de 1999) só foi estabelecido na legislação federal em novembro de 2003, através do Decreto nº 4.887.

Bibliografia

Site:WWW.cpisp.org.com.br

Analisando o texto

1)Por que a existência de comunidades quilombolas ainda supreende as pessoas?

2)Quando e como a questão quilombola passou a ser uma pauta recente na política brasileira?

3)O que caracteriza as comunidades remanescentes de quilombo?

4)Por quais meios houve a formação dessas comunidades quilombolas?

5)Qual é o elemento essencial na definição mais aceita de "comunidade quilombola",atualmente?


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mapa da África

África

O continente africano é cercado a nordeste pelo mar Vermelho, ao norte pelo pelo Mediterrâneo, a oeste pelo oceano Atlântico e a leste pelo oceano Índico.

O istmo de Suez o liga à península Arábica. Em termos geográficos, suas principais marcas são o deserto do Saara ao norte, o deserto do Calahari a sudoeste,

a floresta tropical do centro do continente, as savanas, ou campos de vegetação esparsa e rasteira. Foi só a partir de 1960 que o continente africano assumiu

a sua atual divisão de 54 países.


Mapa Mundi

terça-feira, 18 de outubro de 2011

IMAGENS SOBRE A ESCRAVIDÃO(imagens google)


















HISTÓRIA SOBRE A ESCRAVIDÃO

História da Escravidão: Introdução

Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses, espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-os a venda de forma desumana e cruel por toda a região da América. Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães-de-mato que perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dos Palmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicação e idéias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatos ligados a este assunto. Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História.Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Grécia e Roma foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos; contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram a chance de comprar sua liberdade.

Escravidão no Brasil

No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos. O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar. Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia. Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira. As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.

No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas. O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.

Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura

A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.

Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.

Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.

A vida dos negros após a abolição da escravidão

Se a lei deu a liberdade jurídica aos escravos, a realidade foi cruel com muitos deles. Sem moradia, condições econômicas e assistência do Estado, muitos negros passaram por dificuldades após a liberdade. Muitos não conseguiam empregos e sofriam preconceito e discriminação racial. A grande maioria passou a viver em habitações de péssimas condições e a sobreviver de trabalhos informais e temporários.

Bibliografia:

Google-www.suapesquisa.com

ANALISANDO O TEXTO

1)Em que situações as pessoas eram escravizadas?

2)Como o processo de escravidão teve início no Brasil?Explique.

3)Em que condições eram transportados os africanos?

4)Observe a seção:"IMAGENS SOBRE A ESCRAVIDÃO",relacione cada imagem com frases do texto.

5)Houve reação dos escravizados(africanos)com relação ao sistema de escravidão?Comente.

6)O que eram os Quilombos?

VIAGEM A UNIÃO DOS PALMARES II





FOTOS VIAGEM A UNIÃO DOS PALMARES





CONHECENDO A ÁFRICA EM ALAGOAS II

Olá, pessoal!!

Estamos iniciando a nova etapa do Conhecendo a África em Alagoas II,cujo tema a ser abordado será QUILOMBOLAS ALAGOANO - VILA MUQUÉM.
Espero contar com a participação de vocês nesse nosso projeto com a consciência de que somos herdeiros de uma miscigenação cultural de suma importancia para nossa identidade nacional.Portanto,vamos participar e aprimorar cada vez mais nossos conhecimentos sobre nossos antepassados.

Na primeira etapa desse projeto visitamos a comunidade de Vila Muquém,cuja temática que será abordada esse ano,com o objetivo de resgatar valores afros-brasileiro no nosso território alagoano.

Visando melhor compreensão sobre valores culturais afros realizaremos a segunda etapa desse nosso trabalho com aula de campo com nossos alunos do Moreira e Silva.

Simulado 3ºano


1. (Ufpr 2011) Com relação ao Estado Novo, de 1937 a 1945, é correto afirmar:

a) Foi um período de desenvolvimento do liberalismo democrático no país, permitindo com isso a consolidação da liderança política de Getúlio Vargas.

b) Ampliou os conflitos oligárquicos e a pressão do capital internacional, culminando com o suicídio de Vargas.

c) A política desenvolvimentista de abertura ao capital estrangeiro permitiu o crescimento das alianças políticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

d) A proximidade política de Vargas com os regimes totalitários nazi-fascistas levou o Brasil a apoiar militarmente os países do Eixo na Segunda Guerra Mundial.

e) Foi marcado pela crítica à democracia liberal e pela organização de um estado autoritário, encarregado de promover o progresso dentro da ordem.

2. (Ufpr 2011) No final dos anos 1960 e início de 1970, a sociedade brasileira experimentou os “anos de chumbo” da ditadura civil-militar, em especial após o silêncio imposto pelo Ato Institucional nº 5, de 1968.

No campo cultural, considere as seguintes afirmativas:

1. A repressão civil-militar fez com que o conflito ideológico da Guerra Fria se esgotasse no Brasil.

2. Houve investimentos massivos nos meios de comunicação de massa, visando a eficácia da propaganda política do regime.

3. Uma das reações à repressão foi a explosão do movimento de consciência negra no Brasil.

4. A censura e a consolidação de novos meios de comunicação de massa provocaram a criação de novos espaços e estilos culturais, como a Tropicália.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.

b) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.

c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.

e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

3. (G1 - cps 2011) No decorrer da história, futebol e política sempre se encontraram. Um exemplo disso foram os esforços do governo da África do Sul em sediar a Copa de 2010 e reafirmar a superação do Apartheid.

No Brasil, o momento mais significativo da ditadura, em que futebol e política andaram lado a lado, coincidiu com o tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, no México em 1970. O governo do general Emílio Garrastazu Médici fez de tudo para associar a vitória de Pelé e de seus companheiros, na Copa, com a boa fase econômica do país e o furor patriótico que os militares tanto prezavam e incentivavam na população.

(Revista Carta Fundamental, junho/julho de 2010. Adaptado)

Sobre o período do governo Médici, é valido afirmar que

a) a vitória futebolística no tricampeonato foi acompanhada, na política, por um processo de abertura democrática gradual, lento e seguro, sob a direção do próprio presidente.

b) o Ato Institucional nº 5 foi decretado e restringiu os poderes do presidente da república, ampliando os poderes do Congresso Nacional.

c) a boa fase econômica vivida pelo país traduziu-se no “milagre econômico brasileiro”, havendo a construção da Transamazônica e de uma nova capital, Brasília.

d) o acelerado crescimento econômico resultou em baixa inflação, causando recessão, ampliando o desemprego e diminuindo salários.

e) o país vivenciou o chamado “Anos de Chumbo”, pois houve o endurecimento do regime e a ampliação da censura, apesar do “milagre econômico brasileiro”.

4. (Uerj 2011) Tropicália

Sobre a cabeça os aviões

Sob os meus pés os caminhões

Aponta contra os chapadões

Meu nariz

Eu organizo o movimento

Eu oriento o carnaval

Eu inauguro o monumento no planalto central

do país

(...)

O monumento não tem porta

A entrada é uma rua antiga, estreita e torta

E no joelho uma criança, sorridente, feia e morta

Estende a mão

(...)

www.caetanoveloso.com.br

O disco e a música Tropicália tornaram-se símbolos do “Tropicalismo”, movimento protagonizado por artistas e intelectuais, no Brasil, em finais da década de 1960.

Esse movimento destacou-se, principalmente, pela seguinte proposta:

a) valorização do pluralismo cultural

b) denúncia das influências estrangeiras

c) enaltecimento da originalidade nacional

d) defesa da homogeneização de comportamentos sociais

5. (G1 - cftmg 2010) Leia o trecho da letra de Cantores do Rádio, composta por Braguinha (João de Barro),

Lamartine Babo e Alberto Ribeiro:

“Nós somos os cantores do rádio

Levamos a vida a cantar

De noite embalamos teu sono

De manhã nos vamos te acordar

Nós somos os cantores do rádio

Nossas canções, cruzando um espaço azul,

Vão reunindo

Num grande abraço

Corações de norte a sul [...]”

Essa música, gravada por Carmen e Aurora Miranda, apareceu no filme Alô Alô Carnaval de 1936. Sobre o papel do rádio nas décadas de 1930-40, é incorreto afirmar que

a) o programa Hora do Brasil mostrou o poder do rádio como instrumento de mobilização política.

b) a difusão do rádio no Brasil decaiu no fim do Estado Novo com o estímulo do governo para compra

de televisores.

c) o alto índice de analfabetismo, associado a baixa renda da população, contribuiu para a

massificação do rádio como meio de comunicação.

d) a popularização do rádio foi intensa ao ponto de programas de auditório, musicais, radionovelas e

campeonatos esportivos terem alcance nacional.

6. (G1 - cftmg 2010) A relação de Getúlio Vargas com os trabalhadores pode ser considerada

a) populista, porque houve uma manipulação das massas através de uma promessa de reforma agrária.

b) contraditória, na medida em que os trabalhadores conquistaram direitos, mas eram impedidos de lutar por eles.

c) despótica, devido à criação do Departamento de Imprensa e Propaganda, responsável pela censura às opiniões dos trabalhadores.

d) amistosa, uma vez que nesse período se deu a criação das leis trabalhistas, comemorada em inúmeras manifestações de apoio ao governo.

7. (Enem 2ª aplicação 2010) A gente não sabemos escolher presidente

A gente não sabemos tomar conta da gente

A gente não sabemos nem escovar os dentes

Tem gringo pensando que nóis é indigente

Inútil

A gente somos inútil

MOREIRA, R. Inútil. 1983 (fragmento).

O fragmento integra a letra de uma canção gravada em momento de intensa mobilização política. A canção foi censurada por estar associada

a) ao rock nacional, que sofreu limitações desde o início da ditadura militar.

b) a uma crítica ao regime ditatorial que, mesmo em sua fase final, impedia a escolha popular do presidente.

c) à falta de conteúdo relevante, pois o Estado buscava, naquele contexto, a conscientização da sociedade por meio da música.

d) a dominação cultural dos Estados Unidos da América sobre a sociedade brasileira, que o regime militar pretendia esconder.

e) à alusão à baixa escolaridade e à falta de consciência política do povo brasileiro.

9. (Ufms 2010) Leia com atenção os versos a seguir, que correspondem ao samba Vai Passar, composto e gravado por Chico Buarque de Holanda em 1984.

“Vai passar

Nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo da velha cidade

Esta noite vai se arrepiar

Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais

Que aqui sangraram pelos nossos pés

Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo

Página infeliz da nossa história

Passagem desbotada na memória

Das nossas novas gerações

Dormia

A nossa pátria mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações

Seus filhos erravam cegos pelo continente

Levavam pedras feito penitentes

Erguendo estranhas catedrais

E um dia, afinal

Tinham direito a uma alegria fugaz

Uma ofegante epidemia

Que se chamava carnaval,

O carnaval, o carnaval...

Vai passar [...]”

Com base nos versos e nos seus conhecimentos sobre a história do Brasil, assinale a(s) afirmativa(s) correta(s).

01) A frase “Seus filhos erravam cegos pelo continente” é uma menção aos opositores do regime militar brasileiro, que foram obrigados a buscar exílio no exterior como alternativa para escapar da repressão política, só podendo retornar legalmente ao país após 1979, quando foi sancionada a Lei da Anistia.

02) As frases “Dormia/ A nossa pátria mãe tão distraída/ Sem perceber que era subtraída/ Em tenebrosas transações” indicam que o compositor refere-se ao governo Juscelino Kubitschek, também conhecido como “anos dourados”, quando houve uma abertura da economia brasileira ao capital internacional, o que acarretou uma enorme especulação financeira, crescimento da dívida externa e a consequente retração do parque industrial do país.

04) Os versos estão inseridos no contexto histórico do fim da ditadura militar, momento marcado por grandes manifestações em diversas cidades brasileiras, em que os populares saíram às ruas em prol do movimento denominado Campanha Pelas Diretas Já!

08) A frase “Num tempo/ Página infeliz da nossa história”, presente na segunda estrofe, refere-se ao período do regime militar brasileiro, quando a repressão política exercida pelo governo voltou-se inclusive contra o meio artístico e cultural, transformando o próprio compositor em alvo da censura da época.

16) A frase “Num tempo/ Página infeliz da nossa história”, presente na segunda estrofe, refere-se ao contexto histórico da ditadura do Estado Novo, quando o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) censurou os meios de comunicação, intelectuais e artistas, o que levou o próprio compositor a exilar-se na Europa.

10. (Uff 2010) Uma das características da economia brasileira posterior aos anos 1950 foi a consolidação da chamada sociedade de consumo, acompanhada pelo desenvolvimento da propaganda. Apesar de a crise econômica ter marcado o período 1962-1967, o aumento do consumo de eletrodomésticos nos domicílios de trabalhadores de baixa renda mostrou-se constante, até, pelo menos, a crise do “milagre” brasileiro, na década de 1970.

Uma das explicações para esse aumento do consumo envolveu:

a) o favorecimento, pelo então Ministro Roberto Campos, das empresas industriais estatais, que puderam baratear o custo dos bens de consumo duráveis que produziam.

b) o aumento do salário real das classes trabalhadoras, beneficiadas pela nova política salarial do governo Castelo Branco, voltada para a desconcentração da renda no país.

c) o fortalecimento das pequenas e médias empresas industriais nacionais, as maiores produtoras de bens de consumo duráveis, favorecidas pela criação do Imposto sobre a Produção Industrial, nos anos 1960.

d) as facilidades do crédito concedidas ao consumidor, após 1964, de modo a preservar a rentabilidade das indústrias produtoras de bens de consumo duráveis, alvos da política econômica, então inaugurada.

e) os constrangimentos tributários impostos pelo governo às multinacionais produtoras de bens de consumo duráveis, que perderam a concorrência para as estatais desse mesmo setor.

11. (G1 - cftmg 2010) O período denominado "milagre brasileiro" estendeu-se de 1969 a 1973, promovendo o crescimento do PIB na média anual de 11,2% e mantendo uma inflação média anual de até 18%.

Destaca-se como elemento estrutural da política econômica desse período a(o)

a) postura oposicionista, que dificultou a aprovação de medidas defensoras do modelo de desenvolvimento.

b) incremento de programas sociais, que notabilizou os indicadores sustentáveis de qualidade de vida da população.

c) dependência financeira internacional estimulada por empréstimos externos garantidores da inversão de capitais estrangeiros.

d) impacto provocado com a expansão das oportunidades de emprego, que possibilitou distribuir, de forma favorável, a renda para os trabalhadores de baixa escolaridade.

13. (Enem 2009) A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio Nacional semanalmente, por dez minutos, no programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca das inovações na legislação de proteção ao trabalho.

GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: IUPERJ / Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988 (adaptado).

Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para

a) conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.

b) promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.

c) estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.

d) consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.

e) aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.

14. (Enem 2009) O autor da constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de ser um gênio político.

CAMPOS, F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).

Segundo as ideias de Francisco Campos,

a) os eleitores, políticos e juízes seriam malintencionados.

b) o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.

c) Vargas seria o homem adequado para implantar a democracia de partidos.

d) a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.

e) Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.

15. (Enem 2006) Os textos a seguir foram extraídos de duas crônicas publicadas no ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato mundial de futebol.

O General Médici falou em consistência moral. Sem isso, talvez a vitória nos escapasse, pois a disciplina consciente, livremente aceita, é vital na preparação espartana para o rude teste do campeonato. Os brasileiros portaram-se não apenas como técnicos ou profissionais, mas como brasileiros, como cidadãos deste grande país, cônscios de seu papel de representantes de seu povo. Foi a própria afirmação do valor do homem brasileiro, como salientou bem o presidente da República. Que o chefe do governo aproveite essa pausa, esse minuto de euforia e de efusão patriótica, para meditar sobre a situação do país. (...) A realidade do Brasil é a explosão patriótica do povo ante a vitória na Copa.

Danton Jobim. Última Hora, 23/6/1970 (com adaptações).

O que explodiu mesmo foi a alma, foi a paixão do povo: uma explosão incomparável de alegria, de entusiasmo, de orgulho. (...) Debruçado em minha varanda de Ipanema, [um velho amigo] perguntava: - Será que algum terrorista se aproveitou do delírio coletivo para adiantar um plano seu qualquer, agindo com frieza e precisão? Será que, de outro lado, algum carrasco policial teve ânimo para voltar a torturar sua vítima logo que o alemão apitou o fim do jogo?

Rubem Braga. Última Hora, 25/6/1970 (com adaptações).

Avalie as seguintes afirmações a respeito dos dois textos e do período histórico em que foram escritos.

I. Para os dois autores, a conquista do tricampeonato mundial de futebol provocou uma explosão de alegria popular.

II. Os dois textos salientam o momento político que o país atravessava ao mesmo tempo em que conquistava o tricampeonato.

III. À época da conquista do tricampeonato mundial de futebol, o Brasil vivia sob regime militar, que, embora politicamente autoritário, não chegou a fazer uso de métodos violentos contra seus opositores.

É correto apenas o que se afirma em

a) I.

b) II.

c) III.

d) I e II.

e) II e III.